O coronavírus trouxe diversas mudanças para as nossas vidas pessoas e até profissionais. Antes da pandemia, as empresas ainda se preparavam para implementar os avanços tecnológicos em suas rotinas, mas a covid-19 claramente acelerou essa transformação. 

De repente, o home office forçado e o armazenamento em nuvem foi fundamental para o negócio continuar funcionando. Até a telemedicina foi autorizada como medida provisória para garantir o atendimento e preservar a saúde das pessoas. 

Mas e depois que tudo isso passar? Como ficarão as relações interpessoais? Quais mudanças vieram para ficar? Para saber as respostas destas perguntas, acompanhe o texto! 

O que dizem as pesquisas? 

Desde 2007, a Fjord – um segmento da Accenture – prepara um relatório sobre as tendências para o futuro das empresas e suas tecnologias. O novo estudo acabou de ser atualizado com as mudanças ocasionadas pela covid-19. 

O relatório afirma que: “Esta não é uma desaceleração econômica comum: mudanças fundamentais no comportamento do consumidor e nas cadeias de suprimentos estão derrubando empresas. Algumas dessas mudanças são temporárias, enquanto outras terão um impacto duradouro, mas não sabemos o quanto. Mas sabemos que algumas coisas nunca mais serão as mesmas”. 

Veja outras conclusões que o estudo nos trouxe: 

O crescimento e as mudanças na cultura 

As empresas começavam a mudar seus comportamentos, indo muito além do lucro. Com a pandemia, pode-se dizer que esse processo foi acelerado. 

Consumidores, colaboradores e até investidores buscam por organizações que se preocupam com os valores sociais – isso inclui o comportamento de cada empresa durante a crise do novo coronavírus -, com as mudanças climáticas e uso de recursos naturais, por exemplo. 

É uma ótima oportunidade para reinventar modelos de negócios. Ser mais sustentável, usar ainda mais o digital e ter preocupações que vão além do lucro. 

“As companhias mais corajosas para reconhecer e responder a essa discussão de tendências experimentarão muitas oportunidades e desafios na sua jornada da transformação”, diz o relatório.

A nova maneira de usar o dinheiro

Cédulas e moedas também podem carregar vírus e bactérias e, dessa forma, transmitirem doenças. A população está tomando mais consciência disso. Por isso, a forma como lidamos com o nosso dinheiro também está mudando. 

Pagamentos biométricas, carteiras digitais, transferências e qr codes serão cada vez mais utilizados. 

Segundo a pesquisa, 13% dos suecos dizem ter usado dinheiro vivo numa compra recente, enquanto nos EUA 30% não usam mais cash numa semana comum.

É hora da sua empresa repensar as formas de pagamento. 

Prioridades e pessoas mais “líquidas” 

Já se falava em consumo consciente. Mas a pandemia fez muita gente repensar suas escolhas e prioridades. O estudo mostra que as pessoas querem mais liberdade e flexibilidade para comprar, mas ao mesmo tempo, elas vão se importar mais do que nunca com o seu impacto. 

Essas novas prioridades somadas ao isolamento social podem causar mais ansiedade nas pessoas. Sua empresa pode ajudá-las oferecendo um produto ou serviço de fato livre de culpa. Outro fator importante aqui é oferecer cuidados para a saúde mental dos seus colaboradores. 

De “eu” para “nós” 

O isolamento social é um grande ato de cidadania e solidariedade, quando deixamos de nos preocupar com o “eu” e passamos a pensar em “nós”. Redesenhamos nossa rotina pelo bem do próximo. O “comprar” fisicamente mudou e o mundo digital somado ao autoatendimento tendem a evoluírem ainda mais. 

Conclusão 

Segundo o relatório: “o sucesso chegará àquelas marcas que criarem novo e significativo valor no nosso mundo em constante evolução, associando pra valer propósito aos lucros. Ao fazerem isso, as companhias ajudarão seus consumidores a navegar por visões diferentes em torno do consumo por meio da entrega de experiências envolventes, inteligentes e éticas”. 

A pandemia do novo coronavírus trouxe uma série de mudanças desafiadoras para as nossas vidas. Mas, se a necessidade é a mãe da invenção, então este pode ser um bom momento para repensar nossos modelos de negócio para que, em um futuro próximo, a gente possa se abraçar e colher bons frutos novamente.