Marcado por diversos movimentos e passeatas ao longo do mês de junho, o mês do orgulho LGBTQIA+ é uma das maiores mobilizações para a comunidade desde a Rebelião de Stonewall, que aconteceu nos Estados Unidos, em 1969. Pensando na importância desta data, será que o RH da sua empresa sabe como promover ações assertivas e inclusivas?

Grupo de amigos LGBTQIA+
O mês do orgulho LGBTQIA+ é símbolo de resistência e liberdade

A seguir, vamos contar um pouco mais sobre a história que deu origem a esse movimento, porque trabalhar essa data nas empresas e algumas dicas de ações para que o RH torne o processo da sua instituição cada vez mais humanizada em prol da diversidade entre todos os colaboradores. 

Bora lá?

A história que deu início à comemoração do orgulho LGBTQIA+

Tudo começou no início da década de 60, quando relações afetivas entre pessoas do mesmo sexo eram discriminadas e consideradas um crime nos Estados Unidos.

Em 1969, após nove anos, por meio de várias lutas da comunidade LGBTQIAP+, alguns estados do país derrubaram essa lei que proibia qualquer tipo de envolvimento entre essas pessoas, diferente da cidade de Nova York, que se mantinha rígida em relação à legislação.

Foto da entrada do antigo bar LGBTQIA+ Stonewall Inn
Stonewall Inn era um dos poucos estabelecimentos que aceitava o público LGBTQIA+ em 1969

No mesmo ano, em um bar chamado Stonewall Inn, localizado em Greenwich Village, um bairro em Nova York bastante conhecido entre a comunidade LGBTQIA+, era bastante frequentado pelas pessoas que queriam conhecer e se divertir, seja como amigos ou namorados. 

No entanto, ainda que aquele comércio fosse caracterizado como um espaço para pessoas gays, ele possuía a proteção contra os ataques policiais. Isso só era possível, pois os donos do estabelecimento tinham parceria com a máfia e, consequentemente, um valor em dinheiro era entregue para que todos os agentes não fossem incomodar o local.

Naquele período, a maioria das pessoas que frequentavam eram adolescentes gays e da periferia ou que haviam sido expulsos de casa pela própria família devido à orientação sexual ou no que diz respeito ao gênero. 

Além disso, por ser um ambiente inclusivo, drag queens eram bem-vindas, tendo em vista que muitas eram enxergadas como aberração pelo país e por muitos outros bares da cidade. 

Diferente do que você possa estar pensando, o bar não era um dos lugares mais indicados, isso porque não tinha licença para vender bebidas alcoólicas. Todavia, as irregularidades não paravam por aí, pois o estabelecimento não estava em conformidade com as regulamentações de segurança, como, por exemplo, saídas de emergência, bem como higienização de todo o local. 

Fica o nosso questionamento: tendo em vista essas irregularidades, por que esses jovens frequentavam este ambiente? A resposta é simples! Mesmo com todos esses problemas, é importante ressaltar que aquele era um dos poucos lugares que aceitava a comunidade LGBTQIA+.

Grupos vão às ruas em busca de liberdade para a comunidade LGBTQIA+
A população saiu às ruas após o ataque às pessoas LGBTQIA+ no bar Stonewall Inn

Contudo, as coisas saíram dos trilhos na madrugada do dia 28 de junho de 1969, quando a polícia invadiu o estabelecimento e agrediu funcionários e clientes que estavam presentes no local. Ao todo, 13 pessoas foram levadas até a viatura, sendo alguns funcionários (por causa de bebidas alcoólicas) e a outra parte travestis e drag queens.

Em relação às travestis e drag queens, a acusação foi feita pelas roupas usadas que, segundo os policiais daquela época, eram inapropriadas e violavam o estatuto de vestuário — lei que obrigava a utilização de peças de roupas compatíveis com o sexo biológico. 

Enquanto funcionários e clientes eram levados até as viaturas, moradores e consumidores se reuniram em frente ao estabelecimento e começaram a atear objetos, como copos, garrafas e tudo aquilo que poderia ser arremessado nos guardas.

Tendo em vista toda a situação, a polícia montou um refúgio no local, no entanto, um dos protestantes incendiou o espaço onde os agentes estavam, ocasionando um começo de incêndio.

No final, as pessoas se reuniram durante seis dias e protestaram contra todo e qualquer tipo de discriminação que a comunidade LGBTQIA+ vinha enfrentando pelos policiais, tornando-se simbolo de resistência e liberdade. 

Por que trabalhar o mês do orgulho LGBTQIA+ nas empresas?

Muitas empresas desejam adotar posturas mais inclusivas, sendo que, na maioria das vezes, isso acaba passando despercebido pelo RH. Além disso, não se trata apenas em contratar pessoas dessa comunidade, mas proporcionar e construir um ambiente de trabalho ainda mais seguro, com informação e respeito a todos, independente da sua orientação sexual e/ou gênero.

Segundo uma pesquisa realizada pela Human Rights Campaign Foundation, foi levantado como as 500 empresas mais ricas oferecem os benefícios para os colaboradores que fazem parte da comunidade LGBTQIAP+. Confira esses dados:

  • 96% tem políticas antidiscriminação que incluem orientação sexual;
  • 94% tem políticas antidiscriminação que incluem identidade de gênero;
  • 57% incluem benefícios para parceiros domésticos;
  • 71% incluem benefícios trans-inclusivos.

Sendo assim, o primeiro passo para essa mudança é trazer à tona assuntos relevantes sobre o mês do orgulho LGBTQIA+. 

A seguir, vamos apresentar a você algumas dicas de ações que são interessantes e que podem transformar a maneira como os demais colaboradores se comportam perante a esse tema tão importante, tudo isso para melhorar e promover a igualdade no âmbito corporativo. 

3 dicas para a sua empresa no mês do orgulho LGBTQIA+

Para ajudar você, empresa ou RH, trouxemos algumas dicas que consideramos essenciais para promover a inclusão e diversidade no ambiente de trabalho.

Ações para o mês do orgulho LGBTQIA+
Workshop sobre comunicação inclusiva é uma das ações indicadas para o mês do orgulho LGBTQIA+

1 – Workshop sobre a comunicação inclusiva

Todas as experiências devem ser consideradas ao abordar inclusão e temas tão relevantes como o mês do orgulho LGBTQIA+. 

Com isso em mente, workshops sobre comunicação inclusiva são uma excelente opção, pois, a partir deles, a gestão da empresa tem a possibilidade de trazer profissionais e pessoas relacionadas a essa comunidade para explicar, por exemplo: o que é, o que representa cada letra da sigla e os seus significados, como ter empatia com as pessoas, entre outros assuntos que ainda são tabus perante a sociedade.

Além de ser inclusivo, essa ação promove maior produtividade no ambiente de trabalho.

2 – Treinamentos sobre comportamentos

Quando falamos em ambiente corporativo, é importante se atentar que alguns tipos de condutas são inaceitáveis para o bom convívio e saúde mental de todos. E, quando falamos de comportamentos, muitos podem soar violentos e ofensivos, gerando insegurança para os colaboradores que fazem parte da comunidade LGBTQIA+. 

Por isso, o primeiro passo é implementar um manual de normas e condutas, considerando o que é permitido ou não. Em seguida, aplicar treinamentos de como não agir, falar, gesticular e/ou escrever.

3 – Use o marketing a favor da sua empresa

Atualmente, as mídias sociais estão com tudo e esse é o melhor momento para promover ações de inclusão. Por isso, para garantir que a comunicação seja assertiva, atente-se para os seguintes pontos: tom de voz, abordagem e humor nas campanhas. 

Além disso, alimente suas mídias sociais com vídeos educativos, explicações sobre o assunto e tudo o que for em prol da informação em relação à comunidade LGBTQIA+. Afinal, quanto mais informações, melhor!

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